Dulcesol

31/08/2011

ARMAZÉM AUTOMÁTICO PARA PALETES

FIFO RIGOROSO

NOVO ARMAZÉM AUTOMÁTICO PARA O GRUPO DULCESOL

O Grupo Dulcesol inaugurou em Gandía (Valência) um novo armazém totalmente automatizado para armazenar matéria-prima e mercadoria paletizada procedente de sua fábrica de doces. A nova instalação combina a ação de três transelevadores, que atendem três corredores com prateleiras convencionais a 20 metros de altura, e um veículo lançador, que comunica o armazém com a parte de expedições. A sua implementação permitiu à empresa reduzir custos e continuar com seus planos de crescimento sem que o armazenamento de materiais fosse considerado um fator limitante.

Dulcesol, um dos principais grupos de alimentação espanhola, modernizou as instalações da sua fábrica de Gandía com a inauguração de um armazém automático que incorpora transelevadores para facilitar a manipulação de matéria-prima e produto acabado. O armazém tem uma estrutura autoportante. A instalação, concebida e executada em sua totalidade pela empresa Mecalux, forma parte do plano estratégico de inversões que Dulcesol lançou em 2002. Para enfrenta-lo, a empresa Valência tem previsto mais de 7,5 milhões de euros para a construção de novas infraestruturas e para a melhoria dos processos de produção.

O sistema de armazenagem instalado em Gandía conta com um complexo de prateleiras de paletização convencional com capacidade para 4.752 paletes europeus. Suas seis fileiras de prateleiras possuem uma longitude de 116 metros e uma altura de 22 metros, e estão servidas por transelevadores de paletes Mecalux. Estas máquinas, conectadas ao sistema informático da empresa mediante a um software padrão, movem paletes com uma velocidade de deslocamento e elevação de 200m/min e 60m/min, respectivamente.

As linhas de produção da fábrica de Dulcesol se encontram em uma instalação anexa ao armazém, e se comunicam através de dois caminhos de roletes automáticos que correm em paralelo para o lado da cabeceira do armazém. Um deles é responsável pela movimentação do palete com o produto acabado até deixa-lo em pé ao alcance dos transelevadores, enquanto o outro se encarrega de fazer circular, no sentido inverso, a matéria prima até a entrada da fábrica.

Também anexa ao armazém, mas na lateral oposta, se encontra a instalação de expedições. Neste ponto as saídas se organizam com a ajuda de 44 pistas de roletes, para a paletização dinâmica por gravidade, que alimentam sete docas de carga (por onde passam diariamente entre 20-22 caminhões). Finalmente, outros caminhos de roletes automatizados estão reservados exclusivamente para a recepção de matéria-prima que chega a Gandía.

A conexão desta instalação com o autoportante se realiza através de um veículo lançador (shuttle car) com capacidade para dois paletes. A funcionalidade do mecanismo é a seguinte: a lançadeira pega a matéria-prima nas duas pistas designadas e desloca até a cabeceira do armazém. Terminada esta operação, aproveita a viagem de volta para levar dois paletes com produto acabado até a mesa de roletes de saída que lhes corresponda. Quando o carro chega em frente a essas pistas, um mecanismo de elevação em forma de tesoura ergue até a mesa sobre a qual repousa o palete e ligeiramente inclinado, para que alcance o mesmo grau de inclinação que o caminho dos roletes. Neste instante, o palete se desliza por gravidade e é depositado sobre a prateleira dinâmica, onde empurra as que já se encontram previamente na mesma pista. Com caminhões e porta-paletes elétricos, operadores são responsáveis ​​pela remoção dos paletes conforme estes vão chegando ao outro extremo do caminho de roletes e carregá-los em caminhões. Cada uma das pistas possui capacidade para dez paletes, de modo que o conjunto pode agregar um total de 440 unidades.

 

Falha de taxas de previsão

O novo sistema implantado condiz com a agilidade operacional que demanda a Dulcesol. O armazém devia ser ágil e operativo, para evitar os gargalos, e estar completamente automatizado, de modo que eliminaria determinadas tarefas de manipulação e simplificaria a preparação de pedidos. Além disso, devia ser seguro: Dulcesol exigia que uma hipotética falha em um componente da instalação não pudesse impedir a manipulação dos materiais armazenados. “O que pedíamos ao sistema – afirma o responsável da área de produção de Dulcesol, Pedro Ramos – era que uma falha em um transelevador não nos impedisse de retirar qualquer matéria-prima ou produto acabado”. Para evitar, o sistema de gestão SIMEGA (Sistema Mecalux de Gestão de Armazéns) “não aceita -menciona Ramos- que mais de três paletes iguais sejam enfileirados em um mesmo corredor. Com isso, evitamos que todos os paletes de uma mesma referência de produto fossem armazenados na mesma rua, e se um transelevador falhasse, seguiríamos tendo disponível tudo o que fosse necessário para atender a produção e os envios”.

O resultado é um autoportante automático com capacidade para 4.752 paletes que permitem otimizar o espaço e a utilização dos recursos humanos, com redução de custos. Antes de sua construção, a empresa utilizava prateleiras e os paletes se amontoavam no chão, de modo que a área dedicada ao armazenamento era muito maior do que a atual. Esta nova instalação possibilitará que a empresa possa continuar com seu crescimento sem que o armazenamento de materiais seja considerado um fator limitante.

“Precisávamos de um FIFO rigoroso, e este armazém nos oferece com 100% de garantia”, assegura Pedro Ramos, responsável da área de produção de Dulcesol.

Este sistema de gestão de autoportante está concebido para atender as necessidades da planta de Gandía e com o armazém, consegue um adequado controle de inventário dos materiais e da rotação das referências. Pedro Ramos aponta fatores que a empresa precisava: “um FIFO rigoroso (que o primeiro palete que entre seja o primeiro a sair), porque nosso produto é perecível e tem uma vida útil de 60 dias. Este armazém –assegura Ramos- nos oferece com 100% de garantia”. “Na verdade –continua-, o desafio é fabricar e carregar imediatamente. Por isso, o autoportante atua como armazém autônomo usado apenas para matéria-prima, no entanto, para o produto acabado é apenas uma estocagem temporária, de um procedimento para regular a saída de mercadoria (70% dos produtos são carregados no mesmo dia em que manufaturados e o restante não pode  ficar mais do que dois ou três dias nas prateleiras). "

O programa informático que busca de forma lógica a posição idônea para cada palete, não obstante, o sistema de gestão pode incorporar condições para determinados produtos.

O produto acabado vem identificado com uma etiqueta indicando o dia da fabricação, a quantidade de caixas que possui dentro do palete e a data de validade. Essa etiqueta informaticamente passa por uma leitura através de um leitor de código de barras, e é o próprio sistema que decide onde será colocado. O mesmo processo acontece com a matéria-prima. Dulcesol garante o rastreamento de toda a produção até chegar ao ponto de venda, isso inclui desde os ingredientes que se introduzem na produção até o produto acabado. A empresa que subcontrata o transporte conta com delegações e distribuidores em toda a Espanha.

 

Liberar espaços e produzir mais

O autoportante automatizado não só aumentou consideravelmente a capacidade de armazenagem, como também permitiu liberar espaços, que têm sido utilizados para adicionar, numa primeira fase, três novas linhas de produção. Ramos adianta que “a instalação onde guardávamos a matéria-prima foi derrubada porque iremos continuar a expandir a produção. Mas antes tivemos que implementar este novo armazém”.

Sobre a escolha de um sistema robótico com prateleiras de grande altura, Ramos afirma que a Dulcesol levantou as necessidades logísticas para o fornecedor de soluções de armazenagem e os dois chegaram à conclusão e escolheram a solução mais apropriada “tendo em conta que o terreno à disposição era limitado: agora colocamos mais paletes em menos espaço". Além disso, Dulcesol conhecia as características e o desempenho de armazéns automatizados, desde a sua fábrica de Villalonga que também dispõe de um sistema robótico, embora menor.

As prateleiras do armazém de Gandía possuem oito níveis de carga. O dois primeiros armazena matéria-prima (farinha, açúcar, gorduras, gelatina, etc.) e tem uma altura de 1,5 m. Os quatro seguintes guardam matéria-prima em paletes de 2,5 m de altura, enquanto os dois últimos níveis (também com orifícios de 2,5 m de altura) armazenam as embalagens de papelão. O software procura de forma lógica a melhor posição para cada palete; não obstante, o sistema de gestão SIMEGA, desenhado por Mecalux, incorpora condições para determinados produtos que os responsáveis ​​decidiram anteriormente quais devem estar localizados mais perto ou mais longe da cabeceira (dependendo da rotação, por exemplo). O armazém processa cerca de 600 referências de matérias-primas e outras 250, aproximadamente, de produto acabado. No total, a unidade realiza cerca de 2.500 movimentos de paletes por dia.

O armazém está preparado para trabalhar com paletes europeus e paletes médios, já este último formato é usado pelo principal cliente da Dulcesol para colocar os produtos diretamente nas prateleiras de suas lojas.  No entanto, em termos operacionais, estes paletes são amarrados como se fossem também paletes europeus. A fábrica recebe os pedidos diariamente, que são transformados em ordens de produção e são feitas no dia seguinte. Entretanto, os operadores do armazém preparam durante a manhã os envios da próxima jornada.

Dulcesol nasceu na década de 50 como uma pequena padaria familiar. Sua principal atividade é a fabricação e venda de doces e bolos, com uma produção atual de 65.000 toneladas, distribuídos por mais de 60 referências de produto acabado. Em 2002, o faturamento do grupo chegou a 125 milhões de euros. A empresa destinou nos últimos seis anos cerca de 64 milhões de euros para ampliação e modernização de suas instalações industriais. Durante os próximos anos, Dulcesol prevê investimentos de cerca de 22 milhões para a construção de escritórios, instalações fabris e de produção, instalações auxiliares e novas linhas de produção, tanto em Villalonga como em Gandía. Atualmente, o número de empregados no grupo ultrapassa 1.600, dos quais 500 foram contratados nos últimos seis anos.

 

FICHA TÉCNICA

 Comprimento das prateleiras: 116,6 m

 Largura das prateleiras: 15,5 m

 Altura das prateleiras: 22 m

 Número de corredores: 3

 Unidade de carga: 800 paletes europeu x 1,200 mm

 Carga máxima: 1.100 kg / palete

 Capacidade total: 4.752 paletes

 Paletes movidos/hora: 130 pallets

 Shuttle car: dobro de carga

 Posto de entrada:

 2 (para matérias-primas e produto acabado)

 Transelevador: 3 unidades do modelo P-200

 Vel. Deslocamento: 200 m / min.

 Vel. Elevação: 60 m / min.

 Vel. Lançamento: 60 m / min.

 

Best Practices = Melhores Práticas

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