Implementação da logística 4.0: um operador gerencia um terminal de radiofreqüência em uma loja de roupas

Logística 4.0: um futuro muito presente

25 Fevereiro 2020

As mudanças que acompanham a logística 4.0 vão desde do trabalho com sistemas separados à hiperconectividade; da multicanalidade à omnicanalidade, até reagir posteriormente aos contratempos a preveni-los graças ao big data.

É dessa forma que a logística 4.0 vai mudar – aliás, já está mudando – a cadeia de suprimentos. Um novo paradigma que aposta na digitalização absoluta dos processos diante da chegada da indústria 4.0, nascida da quarta revolução industrial.

Diante desse novo cenário desaparecem os silos de dados, uma vez que os avanços tecnológicos e a Internet das Coisas (IoT) permitirão que todos os dispositivos estabeleçam comunicação entre si e compartilhem os mesmos dados. Isso permitirá ganhar eficiência, rapidez e minimizar as perdas nas atividades logísticas.

O que é a logística 4.0?

A atual indústria 4.0 ou quarta revolução industrial se caracteriza pelo grande protagonismo da hiperconectividade e das novas tecnologias da informação nos processos e formas de trabalho, inevitavelmente condicionados pela globalização e internacionalização das empresas.

O conceito de logística 4.0 parte dessas mesmas bases e refere-se a uma gestão logística determinada pela interconexão, digitalização da informação e pelo uso de aplicativos informáticos na nuvem.

O grau de complexidade e de informação a manusear aumenta diante dos paradigmas da logística 2.0 e 3.0, baseados mais no avanço da robotização e em uma padronização dos processos que se tornou obrigatória em virtude da expansão do comércio internacional.

A logística 4.0 e seus desafios

No entanto, apesar do fato de que a logística 4.0 já é uma realidade em muitos pontos da cadeia de distribuição, o futuro apresenta uma série de desafios que será preciso resolver para que a digitalização chegue a todos os âmbitos do armazenamento e da distribuição de produtos. Podemos resumi-los em cinco:

1. Reduzir o tempo de resposta com produções mais limitadas

O setor varejista tende cada vez mais a trabalhar com produções pequenas, com uma altíssima rotatividade de referências nos estabelecimentos e lojas online. A necessidade de manusear exige lotes mais reduzidos e a diminuição do tempo de resposta no que se refere à entrega dos pedidos.

O segredo reside em ganhar flexibilidade, conseguindo um produto mais adaptado às exigências do consumidor, tudo isso sem perder a eficiência própria da organização do trabalho em cadeia ou do gerenciamento de grandes volumes.

2. Apostar na logística inteligente

Integrar a logística inteligente no dia a dia da indústria passa por tirar partido de todas as possibilidades tecnológicas disponíveis no mercado. Um exemplo é o software de gerenciamento de armazéns Easy WMS, que facilita a automatização dos processos do armazém.

3. Favorecer uma omnicanalidade real

Atualmente, a multicanalidade penetrou em todas as camadas do atendimento ao cliente. No entanto, ainda existe a circunstância de que a informação que chega por cada canal é abordada de uma forma diferenciada, causando discordância no tratamento das ordens recebidas.

Adaptar o armazém a uma concepção omnichannel da logística põe fim a essa desigualdade, unificando o fluxo de gestão da mercadoria e acelerando a preparação dos pedidos.

A logística 4.0 favorece a hiperconectividade dos dispositivos eletrônicos e melhora os fluxos de trabalho no armazém.
A logística 4.0 favorece a hiperconectividade dos dispositivos eletrônicos e melhora os fluxos de trabalho no armazém.

4. Antecipar-se às necessidades do cliente

A incorporação do big data ao mundo da logística permite prever as necessidades do cliente e, consequentemente, antecipar-se às mesmas com ações de abastecimento ligadas a previsões muito confiáveis da demanda.

As novas ferramentas de analítica desenvolvidas no ambiente da logística 4.0 se encarregam de fazer o cruzamento de dados relativos ao histórico das vendas, das previsões meteorológicas, da atualidade local e, inclusive, das conversas em redes sociais para ter um cenário muito próximo do que se avizinha.

5. Controlar a rastreabilidade de todo o processo

Ganhar eficiência na logística implica controlar a rastreabilidade de cada produto de ponta a ponta da cadeia de distribuição. Por exemplo, aqui ganham uma grande importância as etiquetas RFID, que ajudam a monitorar à distância a posição dos objetos, mas também os sistemas informáticos onde se integram e sua padronização ao longo de toda a cadeia de suprimentos.

A logística 4.0 na gestão de armazéns e distribuição da mercadoria

A implantação da logística 4.0 na gestão de armazéns e na distribuição de mercadorias leva à aplicação de métodos avançados, tais como os seguintes:

  • Uso de drones ou de veículos autônomos, sem motorista, para entregar os pedidos.
  • Análise preditiva do comportamento dos receptores para diminuir o número de entregas frustradas.
  • Avaliação em tempo real dos condicionantes externos para selecionar a melhor rota de distribuição e adaptação instantânea dos percursos em caso de imprevistos.
  • Detecção de problemas que possam comprometer o bom estado dos produtos antes de chegarem ao seu destino.

É possível que um dos grandes aliados da aplicação do sistema just-in-time no armazém seja a logística 4.0. Ambos os paradigmas compartilham o objetivo de conseguir que o produto adequado chegue ao cliente que corresponda no momento preciso.