Os critérios de endereçamento logístico no estoque são muito úteis para organizar mercadorias de forma eficaz

Quais são os critérios de endereçamento logístico mais utilizados no armazém?

31 Agosto 2020

O objetivo do endereçamento logístico no armazém é colocar o produto adequado no lugar correto para que possa ser coletado de forma eficiente no momento oportuno.

Para isso, os critérios de localização dos estoques no armazém determinam a forma de organizar os produtos em cada localização. Quais são os mais utilizados? Que fatores devem ser considerados para optar por um ou outro? Conheça detalhadamente todos eles em nosso post.

Critérios de endereçamento logístico mais habituais

Destacamos dois tipos de regras:

  • Critério de localização de estoque fixo ou específico: para cada SKU armazenado é atribuída uma posição específica antecipadamente. Isso facilita a localização dos produtos sem necessidade de ter um sistema informático que os registre.
  • Critério de localização de estoque caótico ou aleatório: as referências vão sendo colocadas nas localizações disponíveis à medida que são recebidas no armazém. Para que o processo seja bem-sucedido é indispensável usar um sistema de gerenciamento de armazém.

Convém mencionar que em muitas instalações de armazenagem se aplicam critérios de localização de estoques mistos que combinam ambas as formas de organizar os produtos.

Como determinar os critérios de localização dos estoques do armazém?

Decidir qual critério de localização de estoque utilizar vai depender, principalmente, de três questões importantes:

1. Analisar as características das referências armazenadas:

  • As características físicas dos produtos: o volume que ocupam (medidas de comprimento, largura e altura) e seu peso são imprescindíveis para saber qual o espaço necessário para manobrar e assim calcular os sistemas de armazenagem mais adequados. Por exemplo, sempre que possível os produtos mais pesados serão localizados na área baixa das estantes. É recomendável utilizar um método comum, preferencialmente automatizado, para medir cada produto e evitar possíveis desvios. Portanto, é habitual designar certas medidas padrão de caixas onde qualquer referência encaixe para simplificar o processo de embalagem.
  • Outras características que afetam a armazenagem e a localização de referências: costumam ser consideradas, entre outras, a compatibilidade com certas referências no momento de depositá-las na instalação (o armazenamento de produtos químicos é regulado por lei), a resistência à intempérie (a localização em armazéns a céu aberto pode baratear custos) ou a validade em produtos perecíveis (é preciso ordená-los por data, em condições específicas de temperatura e umidade devendo constar o lote como medida de rastreabilidade logística).

2. Analisar os sistemas de armazenagem disponíveis e a distribuição do espaço no armazém

  • Defina uma nomenclatura que identifique todas as localizações: quanto mais detalhada for, mais complexa, mas também mais precisa. A nomenclatura deve incluir, no mínimo, a identificação com números ou letras dos canais, ou estantes, de cada nível em altura e de cada espaço, mas também podem ser adicionadas dimensões como armazém, corredor, contêiner ou área.
  • Calcule a capacidade de armazenamento e a ocupação do armazém: se superar a taxa de 90-95% convêm rever os critérios de localização de estoques para verificar se o espaço está sendo aproveitado da forma adequada. Também é preciso ter em conta o tipo específico de estante industrial, especialmente tratando-se de sistemas compactos ou de acesso direto. Em geral, os primeiros se ajustam melhor a inventários com muitos paletes por referência, enquanto os segundos são mais versáteis quando forem gerenciados poucos paletes por cada uma delas.
As estantes compactas funcionam com os fluxos FIFO, uma questão que afeta os critérios de localização de estoques
As estantes compactas funcionam com os fluxos FIFO, uma questão que afeta os critérios de localização de estoques

3. Avalie a movimentação das mercadorias e dos operadores na instalação

- Movimentos de mercadorias:

1. Rotatividade de estoques: permite ordenar os produtos armazenados de acordo com a frequência de saída do armazém. Isso tem relação direta com a demanda ao longo do ano. Seguindo o método ABC, o critério de localização de estoques geral consiste em posicionar as mercadorias de maior rotatividade mais perto das docas de entrada-saída e ir avançando para localizações mais distantes à medida que se reduz a rotatividade.

2. Métodos FIFO ou LIFO: referem-se à ordem adotada pelo fluxo de mercadorias. O FIFO (First In, First Out) consiste em dar saída primeiro aos produtos que perdem a validade antes, por isso é seguida a sequência “primeiro que entra, primeiro que sai”. No entanto, o fluxo LIFO (Last In, First Out) implicaria que o “último que entra é o primeiro que sai”.

- Deslocamentos dos operadores:

A distância percorrida por cada operador depende principalmente do método de picking que é aplicado, da acessibilidade dos produtos nas estantes e dos equipamentos de movimentação e sistemas automáticos. Por exemplo, os transportadores ou os transelevadores diminuem as manobras manuais e os percursos que devem ser realizados pelos operadores.

A gestão de localizações visa maximizar a capacidade de armazenamento, minimizar os movimentos e adequar cada localização às características dos produtos.

Graças ao nosso software Easy WMS podemos fazer uma análise em profundidade das normas de localizações em seu armazém para assim otimizar o estoque. Entre em contato conosco, iremos ajudá-lo a definir os critérios de localização dos estoques que melhor se adaptem à sua instalação.